Adventistas de Ceilândia realizam campanha de combate à violência sexual contra crianças

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Por Rafael Brondani
10 de setembro de 2019

A cada ano um tema é escolhido para ser discutido e abordado, com o propósito de conscientizar a comunidade, denunciar abusadores e ajudar as vítimas. (Foto Reprodução)

O “Quebrando o Silêncio” é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica, promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas uma das suas principais ações ocorre sempre no quarto sábado do mês de agosto, dia de ênfase contra o abuso e a violência. Na data especial ocorrem passeatas, fóruns, escola de pais, eventos de educação contra a violência e manifestações em milhares de pontos da América do Sul.
A cada ano um tema é escolhido para ser discutido e abordado, com o propósito de conscientizar a comunidade, denunciar abusadores e ajudar as vítimas. O tema de 2019 é abuso sexual infantil.

Em Ceilândia, a Igreja Adventista realiza o projeto em diversas escolas públicas, com o intuito de prevenir o abuso sexual infantil. Mais de 1.300 crianças recebem orientação nesta região. A coordenadora do projeto e líder distrital do Ministério da Mulher de Ceilândia, Vanilde Lopes, conta sobre as atividades que foram realizadas para orientar as crianças sobre como agir em caso de abuso.

“Fizemos atividades diferenciadas, trabalhamos com o público infantil do Ensino Fundamental até o 5º ano, realizamos palestras lúdicas, na linguagem deles, falamos abertamente sobre o corpo e levamos bonecos vivos. Uma pessoa se veste e ali fazemos testes, dinâmicas. Ao falar sobre violência sexual e física, por exemplo, perguntávamos para os bonecos o que era permitido ou não, então eles levantavam uma plaquinha dizendo ‘sim’ ou ‘não’”, explica Vanilde.

Funcionários da escola recebendo o material da campanha. (Foto: Reprodução)

A programação conta com uma palestra de 20 minutos, interação com bonecos, músicas, entre outras atividades. “Procuramos não dar muita abertura para elas falarem detalhes, pois já aconteceu no meio da palestra de elas contarem algo sobre abuso, e isso acaba expondo. Então, quando notamos algo, passamos para o professor avaliar a situação, e através do material que deixamos, orientamos os professores a trabalharem em sala de aula”, afirma a coordenadora.

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