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Centenária se recuperou da COVID-19 após sete dias internada em hospital de Belém

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Dois dias após alta médica, Antonina, voltou para casa e recebeu uma festa de aniversário por videoconferência com a presença virtual de toda a família.

Por Tália Coelho
29 de maio de 2020

Sob aplausos da equipe médica, a centenária Antonia voltou para casa e recebeu uma festa de aniversário por videoconferência após vencer a COVID-19. (Foto: Reprodução)

O dia 27 de abril representa mais uma vitória na vida de Antonina de Nazaré, de 101 anos de idade, moradora de Belém, no Pará. A data marcou a alta médica da centenária diagnosticada com a COVID-19, que ficou internada por sete dias no Hospital Adventista de Belém para tratar a doença. Na saída do hospital, colaboradores da instituição, organizados em fila, aplaudiram a melhora da idosa.

“Lá vem a nossa ‘pacientinha’, dona Antonina, 101 anos, recebendo alta depois de tratar a COVID-19”, celebra Patrícia Guedes, médica que acompanhou Antonina durante a internação. No entanto, a felicidade não se resumiu apenas a recuperação da pneumonia viral. Dois dias após a saída do hospital, a idosa completaria 102 anos de idade, e para comemorar a data, a família se reuniu por videoconferência, em virtude das regras de distanciamento social na pandemia. Além disso, a festa precisava da presença de todos os familiares, inclusive, filhos e netos que moram em outros países.

Festa de aniversário da centenária por videoconferência com a presença de toda a família. Foto: Arquivo Pessoal

“Nunca deixamos esse dia passar em branco, ela sempre foi muito querida pelos filhos e netos e quando chegou em casa sentiu isso”, relata Conceição Martins, filha mais nova da idosa. Apesar da sonolência por conta da idade avançada e recuperação da infecção pelo novo coronavírus, a filha afirma que Antonina se sentiu muito amada com a homenagem e rogou uma bênção sobre toda a família na ocasião.

Confiança em Deus
Antonina de Nazaré nasceu em 1918, ano da gripe espanhola, uma pandemia causada pelo vírus influenza. Em toda a sua vida, a fé foi uma característica marcante de sua personalidade, repassada também aos seis filhos. Quando a idosa recebeu atendimento médico em casa, as filhas foram comunicadas que Antonina precisava ser levada ao hospital. Mas em meio a toda preocupação, a confiança em Deus foi maior. “Tinha certeza que a minha mãe ia ser internada, mais ia voltar bem. Sentia que Deus estava falando ao meu coração”, revela filha mais nova da centenária.

Conceição Martins, filha mais nova de Antonina, dias depois da alta médica da idosa. Foto: Arquivo pessoal.

A assistência médica foi realizada por Luciana Nicolau da Costa, médica do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), do plano Garantia de Saúde. “A paciente se encontrava sonolenta e desidratada. No entanto, o que nos chamou atenção foi a saturação reduzida [nível de oxigênio no sangue], mas sem falta de ar, nem tosse”, afirma a médica que conversou com a família sobre a importância de Antonina ser encaminhada para o hospital para um diagnóstico mais preciso do quadro de saúde. Apesar do diagnóstico positivo para COVID-19, os familiares não perderam a esperança em sua recuperação. “Levantamos um grande clamor [pela saúde dela]. A família inteira se uniu em oração e, com o passar dos dias, fomos vendo que ela reagia bem à medicação, conversando”, explicou Conceição.

Recuperação
Por causa da idade avançada a idosa integra o grupo de risco para pacientes contaminados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Entretanto, segundo a médica Patrícia Guedes, durante todo o período de internação a paciente permaneceu estável, e depois de constatada melhora do quadro clínico recebeu alta com orientações à família de como deveriam ser os cuidados em casa. Ainda que Antonina não possua doenças preexistentes para a equipe médica não é possível afirmar com exatidão quais fatores desencadearam a recuperação da pneumonia viral.  “Ela é uma paciente que, teoricamente, tinha tudo para evoluir de forma desfavorável. Certamente, o amor e o carinho da família fizeram a diferença na sua recuperação. Além disso, essa doença ainda é um mistério nesse sentido, já que jovens também evoluem de forma desfavorável”, comenta a gerente da Clínica Médica do Hospital Adventista de Belém.

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