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Doações de cabelos e corrida virtual marcam ações do Outubro Rosa em Belo Horizonte

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Mulheres foram incentivadas a cuidar da saúde e ajudar outras mulheres no resgate da autoestima.

Por Renata Paes
19 de outubro de 2020

Camilla soube da ação pelas redes sociais de uma amiga e decidiu ir doar os cabelos. O corte foi feito pela cabeleireira Ivis Silva. (Foto: Renata Paes)

Olhando as redes sociais, Camilla Cristina Moreno Camargos, de 24 anos, viu o sorriso, alegria e emoção de uma criança com câncer ao receber uma peruca. Aquele vídeo tocou o coração da mineira, que já pensava em doar os cabelos, porém relutava, devido ao apego.

No último domingo, 18, durante uma ação social promovida pelo Ministério da Mulher, da Igreja Adventista em Belo Horizonte, e a Ong Fio de Luz, Camilla aproveitou para cortar e doar os cabelos com a esperança de multiplicar sorrisos e  felicidade em mulheres que enfrentam o câncer.

Além dela, outras mulheres apareceram para prestar esse ato de amor. Claudia Claudino Correia chorou de emoção enquanto a cabeleireira, Ivis Silva, realizou o corte. Para a profissional que trabalha há 11 anos como cabeleireira, atitudes como essa sempre são especiais.

É minha paixão fazer isso. É muito emocionante poder participar de um ato de amor que se estende para o outro. É doação! Aqui a questão não é o cabelo em si, mas o desapego a ele, para que algo extraordinário aconteça, que é ajudar outra pessoa”, ressaltou Ivis.

Beatriz Reis, de 38 anos, caminhava pela Lagoa da Pampulha, próximo ao Marco Zero, quando viu o projeto, decidiu parar e doar, já havia cortado os cabelos e estavam guardados no carro.

Aquelas que doaram ou cortaram na hora receberam um certificado da Ong Fio de Luz. (Foto: Renata Paes)

Durante a ação também teve a entrega de perucas para pacientes oncológicas. Bastava apresentar o laudo médico que a peruca era entregue. Claudilene Moura foi uma das presenteadas.

Estou me sentindo uma rainha. Cabelo novo, maquiagem. Estou muito feliz e poderosa. Muito obrigada”, disse ela.

Confira a reação de Claudilene no vídeo abaixo.

A voluntária da Ong Fio de Luz, Shirley Cristina, já viu muitas mulheres receberem perucas. Ela conta que esse momento é de total mudança na vida da paciente oncológica.

Dá para perceber o quanto que a mulher fica diferente. Muda totalmente a fisionomia, o brilho no olhar. Além disse, na Ong, nós também damos apoio, palavras de conforto, abraços e tudo isso ajuda muito”, enfatizou Shirley.

A Ong já dou mais de 3.500 perucas, está presente em 30 centros oncológicos localizados nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal e Atlanta (EUA). Em Belo Horizonte, a instituição sem fins lucrativos possui uma fábrica para confecção de perucas com capacitada para produzir 400 por mês.

Qualquer pessoa pode ajudar nessa causa que busca resgatar a autoestima e confiança das mulheres. Para isso, basta apenas dois requisitos: a mecha de cabelo doada precisa ter, no mínimo, 20 centímetros; e a vontade de ajudar outra mulher. Cabelos pintados ou naturais também podem ser doados.

Edmilson Marques, membro da Igreja Adventista do Céu Azul, é o idealizador e fundador da Ong Fio de Luz. O projeto nasceu quando, após abrir uma loja de perucas, recebeu a visita de uma jovem que havia perdido os cabelos para a quimioterapia. A garota não tinha dinheiro para comprar uma peruca. Ele se sentiu tocado e decidiu doar à j0vem.

Ela me ligava para dizer que depois que ganhou a peruca, a vida dela tinha mudado. Ela dizia ainda que nem parecia estar doente”, Edimilson conta emocionado.

Durante a ação, houve ainda a exposição de fotos de mulheres que receberam as perucas e como ficaram antes e depois.  Também foram oferecidos serviços de aferição de glicemia e glicose, orientações sobre o exame do toque da mama e entrega de cartilhas e materiais de saúde.

Corrida Virtual

As irmãs Miriã e Rosalia Almeida perderam 10 kg para participar do projeto SuperAção. (Foto: Renata Paes)

Quatro irmãs se uniram para cuidar da saúde. Maria Jose Chaves, de 61 anos, Ruth Almeida, 49, Miriã Almeida, 42, e Rosália Almeida, de 39 anos, se inscreveram na Corrida SuperAção, promovida em toda a região sudeste do país. Cerca de 1.700 mulheres participaram, sendo 700 só em Minas.

Por se tratar de uma corrida virtual, devido a pandemia, as inscritas puderam correr na rua, em casa, na esteira, ou em qualquer lugar que possibilitasse a atividade física, mas sem grandes aglomerações.

As quatro irmãs decidiram ir até a Lagoa da Pampulha realizar o percurso. Outras se uniram a elas, enquanto as demais correram em casa, na esteira ou em áreas externas. Veja abaixo algumas das participantes dando a largada na Lagoa da Pampulha.

Veja mais fotos da ação e das mulheres envolvidas na corrida

 

 

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