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Jovem conquista casa própria e graduação em pedagogia vendendo livros

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De um convite para participar de um projeto com jovens na Igreja à conquista de seus maiores sonhos. Erika conta que sentiu a sustentação de Deus em todos os obstáculos pelo caminho.

Por Gerllany Amorim Dias
15 de outubro de 2020

O ano era 2017 e uma jovem de 18 anos se preparava para o vestibular. A rotina de estudos era comum à uma jovem dessa idade, mas Erika Priscila Silva do Carmos tinha sonhos maiores. Moradora do bairro da Terra Firme, em Belém do Pará, considerado periférico e ainda com um índice alto de violência podia até assustar, mas não capaz de impedir a jovem com tantos sonhos de seguir rumo à realização deles. Tímida, mas de um sorriso cativante, Erika hoje ainda vive o auge de seus 22 anos de idade, mas sua trajetória de vida é inspiradora.

Foi num dia de culto de sábado na Igreja em que se congregava no mesmo bairro em que morava, que Erika se deparou com a oportunidade de realizar sonhos jamais imaginado possíveis de serem alcançados antes.

“Eu estava em minha Igreja quando os pastores Marcos Sousa e Daniel Jennings apresentaram aos jovens o projeto Sonhando Alto. Foi ali que eu decidi que queria participar”, relembrou Erika.

Ao centro, Erika com dois amigos em uma lembrança de sua primeira campanha na colportagem em 2017. (Foto: arquivo pessoal).

Obstáculos

Entre a vontade de lutar por objetivos e a realização deles Erika enfrentou pesados obstáculos. O mais dolorido deles, talvez, foi o fato do projeto não ter sido compreendido por sua mãe, Antonia Rosinete Santos da Silva, 47.

“Logo no início minha mãe não entendia o projeto. Pensou que essa história de sair de casa pra vender livros junto com vários jovens não era certo. Foi quando ela me expulsou de casa e passamos três meses sem nos falar”, relembrou emocionada. “Minha mãe chegou a dizer que se eu seguisse com ‘isso’ era pra eu esquecer que tinha mãe e que iria jogar fora minhas roupas”, contou.

Já na prática, outra dificuldade que Erika encontrou foi exatamente em sua ferramenta de trabalho: a comunicação. “Eu tinha muita dificuldade, pois eu era muito tímida, não sabia nem mesmo falar bem, falava muito errado e não conseguia me expressar direito e fiquei pensando como iria conseguir fazer com que as pessoas comprassem os livros de mim com essa timidez. Mas tive ajuda de muitas pessoas para aprender”, relembrou.

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Grandes bençãos

Erika contou que embarcou em sua primeira campanha ainda em 2017 e participou de duas delas com duração de cinco meses cada. Ela ficava hospedada em uma casa com ao menos 30 jovens e lá eles recebiam treinamentos por uma semana e em seguida eram designados para o trabalho de venda de livros, o que chamam de Colportagem.

“Lembro que saí de casa a primeira vez com a quantia de quatro reais no bolso, uma escova de dentes, um sabonete e um pouco de shampoo. Senti medo, mas em todo momento também senti que podia confiar em Deus e que Ele iria me ajudar”, relembrou Erika.

“Superei minhas limitações e meus medos e segui firme confiando que esse era o plano de Deus pra mim e por isso ia conseguir. O resultado foi tão bom que fui líder de vendas e ainda liderei equipes novas para a colportagem. Com o dinheiro que ganhava passei a ajudar minha mãe nas despesas da casa, alimentação e consegui reconquistar a confiança e o perdão dela”, contou. “Minha mãe também me pediu perdão por todas as coisas que me falou e disse que teve medo de eu ganhar dinheiro e esquecer de estudar”, relembrou.

Erika e a mãe Antonia Rosinete reaproximadas e felizes em meio a tantas bençãos recebidas por conta da Colportagem. (Foto: arquivo pessoal).

E justamente superando as expectativas da mãe, depois de alcançar tão bons resultados no projeto, Erika conseguiu juntar dinheiro para a realização de mais um sonho: estudar fora do estado. “Eu consegui economizar e ter dinheiro para pagar a faculdade e então embarquei para São Paulo em busca desse sonho. Fiquei uma semana na casa de uma prima e então fui até a faculdade com dinheiro de um semestre todo. Mas eu queria pagar todo o ano, então decidi que iria colportar em São Paulo para conseguir o restante”, relembrou Erika. E assim ela o fez. Não só colportou e conseguiu o dinheiro para pagar um ano inteiro de faculdade, como também foi convidada a liderar uma equipe do projeto em São Paulo. Hoje, Erika vive no internato e cursa Pedagogia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP – Hortolândia).

Um sonho maior também foi possível

Erika fez mais uma promessa à mãe que mal podia acreditar estar bem próximo de ser cumprida. De comprar uma casa para Antonia Rosinete com o dinheiro da venda dos livros. “De início minha mãe não acreditou que eu conseguiria, mas eu sei que Deus me ajudaria em mais esse sonho e saímos para procurar uma casa para comprar.”, relembrou. Foi então que o sonho se tornou possível e Erika conseguiu comprar a casa à vista. “Nessa procura achamos uma casa com o terreno bem grande, pois eu disse pra ela que queria um espaço pra poder fazer a minha piscina. E ainda, ela teria de ser próximo a uma Igreja Adventista, pois é dessa forma que poderei conseguir realizar meu próximo sonho”, contou.

Erika já conseguiu a casa com o terreno para a piscina e próximo a uma Igreja Adventista. Agora ela ora a Deus para que a mãe aceite o chamado para se entregar a Jesus.

Erika contou que o próximo sonho a se realizar será o de ver a mãe entrar nas águas batismais.

Alguém aí duvida da força dos sonhos dela?

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