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Jovens ajudam a melhorar estoque de hemocentro no Rio Grande do Sul

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Em um único dia, ação dos adventistas arrecadou bolsas de sangue suficientes para um mês

Por Douglas Pessoa
7 de julho de 2020

Participantes lotam hemocentro e mostram que doação de sangue não entra em quarentena

O isolamento social provocado pela pandemia também afetou um setor de suma importância dentro do sistema de saúde: os centros de doação de sangue. Esses locais, que eventualmente veem seus estoques de bolsas chegar ao limite, têm sofrido com a queda no número de doadores regulares e a falta de certos tipos sanguíneos. Mas para mudar essa realidade, jovens de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, decidiram fazer a diferença e levar esperança de cor vermelha para veias de centenas de pacientes.

Na manhã de sábado (04) mais de 30 jovens vestiram a camiseta do projeto “Missão Calebe ao Extremo” e se dirigiram para o Hospital Universitário da Ulbra. No local, eles foram recebidos pela direção do hemocentro e deram início imediato aos procedimentos para doação. Segundo o diretor da unidade, somente a ação daquela manhã foi suficiente para superar o número de doadores que estiveram no local durante uma semana. “Para vocês terem uma ideia da importância dessa ação, durante uma semana é colhido, em média, 60 bolsas de sangue. Somente nessa manhã já conseguimos ultrapassar esse número”, comemora Roney Menetrir, diretor do hemocentro a universidade.

O chefe do departamento explica que a necessidade de bolsas varia conforme o tipo sanguíneo. Doadores universais, como o O – Negativo, são a maior carência pelo fato de que uma bolsa pode ser usada por até 90% das pessoas que precisam de doação. “No entanto, nossa maior necessidade é dos tipos sanguíneos ‘O – Negativo` e ‘A – Positivo’, também pelo fato de que pessoas com esses tipos sanguíneos só pode receber bolsas exatamente dos mesmos tipos”, explica.

Por isso o empenho dos jovens adventistas fez a diferença. Essa ação faz parte do projeto “Missão Calebe ao Extremo”, do Ministério Jovem. Durante todo o mês de julho os participantes são desafiados a colocar em prática ações para ajudar a levar esperança. Neste contexto de pandemia, boa parte dessas atividades se concentram no aspecto social e comunitário. Segundo Larissa Nunes Shentali, diretora jovem da IASD Mathias Velho, doação de sangue deve ser uma das principais ações missionárias. “A gente gosta de fazer diversos trabalhos desse tipo. Falamos com o banco de sangue e eles nos informaram da necessidade. Rapidamente reunimos nosso grupo e trouxemos pessoas aptas para doar. Eu fico muito feliz em ver jovens interessados em ajudar o próximo e testemunhar para os funcionários do hospital”, afirma.

 

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