O que a Bíblia diz sobre comunicação com mortos?

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Tema da comunicação com mortos ganha novamente notoriedade com lançamento de filme sobre a biografia do francês Allan Kardec.

Por Felipe Lemos
16 de maio de 2019

As perspectivas propagadas por Kardec e seus seguidores sobre mortos e morte está em oposição ao ensinamento bíblico. (Foto: Shutterstock)

Nesta semana está sendo lançado o filme que apresenta a biografia do cientista francês Hypolite Leon Denizard Rivail, reconhecido mais tarde como Allan Kardec. Conhecido por sistematizar a doutrina espírita, popularizou conceitos relacionados à comunicação com mortos e reencarnação. Para entender o assunto, segundo a ótica bíblica, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com Adolfo Suárez, doutor em Ciências da Religião e reitor do Seminário Adventista de Teologia.

Allan Kardec foi um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais e mediunidade, o que sempre incluiu contato com mortos. O que a Bíblia fala deste assunto, ou seja, a comunicação com mortos?

Desde a perspectiva bíblica, a crença da comunicação com os mortos se originou com a primeira mentira de Satanás a Eva. Foi dita a frase “É certo que não morrereis” (Gênesis 3:4). Suas palavras foram o primeiro sermão sobre imortalidade da alma. Atualmente, por todo o mundo, religiões de todos os tipos repetem involuntariamente o mesmo erro. Para muitos, a sentença divina, “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:20), tem sido invertida. Recebe o significado: “A alma, mesmo que peque, viverá eternamente.”

Consequentemente, a errônea doutrina da imortalidade natural conduziu à crença do estado consciente na morte. Essa posição contradiz diretamente o ensinamento bíblico a respeito do assunto. Ela foi incorporada à fé cristã a partir da filosofia pagã – particularmente a de Platão.

A Bíblia proíbe fortemente qualquer tentativa de comunicação com os mortos ou com o mundo dos espíritos. Ela diz que aqueles que pretendem se comunicar com os mortos, na verdade, estão se comunicando com “espíritos familiares” que são “espíritos de demônios”. O Senhor disse que essas atividades constituem abominação. E aqueles que as praticassem deveriam ser punidos, portanto, com a morte (Levítico 19:31; 20:27; conforme Deuteronômio 18:10 e 11).

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