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Sábado da Criação: Instituições Adventistas promovem discussões sobre a origem das espécies

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O sábado da criação é um programa mundial comemorado por todas as instituições adventistas a fim de rememorar e exaltar a criação de Deus.

Por Suelane Carneiro
26 de outubro de 2020

 

IV Simpósio Criacionista da Faculdade Adventista da Bahia promove discussões sobre a origem das espécies Foto: Marketing

Como o mundo foi formado? Como os seres surgiram? Quais leis regem o universo? Há um leque vasto de incógnitas a serem compreendidas pela humanidade. Quer sejam para coisas animadas ou inanimadas, todos buscam respostas para perguntas como essas. Não há como fazer parte de um universo complexo e não ter dúvidas quanto a sua origem. Faz parte da característica humana a arte de pensar, questionar e refletir.

Neste final de semana a Faculdade Adventista da Bahia (Fadba) e a União Leste Brasileira  (ULB) promoveram na Igreja do campûs da Fadba um sábado de discussões para essa temática. O intuito é promover um diálogo sobre a visão criacionista do mundo fundamentada na ciência, história e fé.  O encontro aconteceu de forma online, pelo canal do YouTube da Fadba, igreja do câmpus e pela plataforma Zoom.

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O sábado da criação é um programa mundial comemorado por todas as instituições adventistas a fim de rememorar e exaltar a criação de Deus. O Programa contou com a participação do arqueólogo e doutor Rodrigo Silva, o arqueólogo doutor Matusalém, o professor doutor biólogo Welington silva, coluna da criação da Fadba.  Professor Marcelo torres, coordenador da pós-graduação Luíz Rocha, sobe o apoio do responsável pela Educação Adventista, Luís Penteado, para os estados de Bahia e Sergipe e a participação dos administradores da Igreja Adventista para a União Leste Brasileira.

Os encontros foram abertos a todos que desejassem participar. Estiveram presentes a própria comunidade acadêmica e escolar da Rede Adventista de Educação; universitários membros da igreja Adventista; comunidade universitária de outras instituições de ensino; membresia da igreja adventista e evangélicos de diversas denominações.

 

Noite de sexta. Construindo o saber: a fé não é sem lógica

Na sexta-feira, 23 de outubro, deu-se a largada para as discussões com a participação do professor pastor Marcelo Torres, que começou abordando sobre a história como a precursora da compreensão do mundo sobe mito e misticismo até a substituição para uma abordagem mais filosófica, racional e lógica.

Para ele, a história mais primitiva humana cuidava de mitificar e mistificar as coisas.  O mito provem de uma narrativa fantástica, a mistificação é quando se acrescenta à narrativa fantástica, características sobrenaturais. Sendo assim, ao longo dos anos tem se mitificado ou mistificados pessoas. Explica ele, que talvez seja por isso que a bíblia não mascara seus heróis.

Relembra ainda que desde a antiguidade, os seres humanos tem tentado explicar as coisas que não entendem através de mitos e mistificações. As civilizações mais antigas por exemplo, explicavam os fenômenos da natureza através das ações dos deuses. Até que filósofos gregos mudam o discurso e incentivam a investigar as causas dos fenômenos com a intensão de compreender, explicar, reproduzir e usar a seu favor.

“Os racionalistas passaram a criticar a bíblia como sendo um conjunto de mitos, seus personagens não se comprovam, milagres são fenômenos naturais, profecias são relatos pós eventos e que crentes utilizam a frase “É vontade de Deus” para explicar o que não conseguem”, lembra.

Nos desdobramentos finais de sua palestra o pastor Marcelo apresentou pontos que auxiliam a comprovação da bíblia. Para ele, a arqueologia é uma das ciências que mais ajuda a fé cristã. Ela comprova a existência de muitos personagens fora da narração bíblica. Ressalta ainda que parte da sociedade acredita que os cristãos não são racionais, que não investigam. Embora muitos creem nessa visão, ele mostra biblicamente, citando passagens bíblicas, que é possível harmonizar ciência e fé. É do desejo de Deus que as faculdades mentais sejam usadas. Cita Romanos 12:1, para mostrar que a bíblia incentiva a investigação e não o comodismo.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Grifo nosso.

Conclui falando da extrema importância de discutir de forma científica a existência do universo sobe uma visão criacionista. É necessário conhecimento no aprofundar a respeito das origens e mostrar que a fé não é sem lógica.

Sábado pela manhã – Revelações que não se contradizem

Na manhã do sábado (24), o professor Luiz Rocha, coordenador da pós-graduação da Fadba, dá continuidade as reflexões a respeito da criação. Na ocasião ele abordado a dupla revelação de Deus: a bíblia e a natureza. Revelações que não se contradizem e que se complementam em sua coerência.

Em sua abordagem, Luiz diz que ao se estudar a ciência das origens é possível ter acesso a estudos que permitem um aprofundamento, mas que mesmo assim não há um consenso quanto a realidade da origem. Isso se deve a variedade de vertentes e teorias.

“Nosso objetivo não é provar através da ciência que Deus existe. A existência de Deus, Seu poder criador excede ao alcance da capacidade da ciência empírica humana. Quando estudamos a ciência das origens nós precisamos entender as evidências e pistas apresentadas na natureza que testifica que Ele é um Deus criador”, reafirma.

Para o orador, leis universais que regem o universo, leis com precisão matemática e ajustes finos na física, na química e na matemática sustentam a explicação do criacionismo. A complexidade dos sistemas biológicos, interdependentes e irredutíveis,  além de registro fóssil também coaduna com a narrativa criacionista das origens.

Para Luiz é necessário abrir essa pauta de discussão no meio acadêmico.  O pensamento ateísta se fomenta desde a publicação do livro Origem das Espécies de Charles Darwin. A Teoria da Evolução que tenta explicar a origem do mundo e da vida por meio de processo naturais e interações aleatórias de matéria, tempo e energia. Essa filosofia científica naturalista, coloca a evolução como sendo um dogma inquestionável, quando a origem da vida.

Em contrapartida, pela fé, cristãos creem que Deus criou o universo e a vida como se é revelada e alicerçam suas ideias na revelação bíblica e na observação da natureza.

“Além de termos essas informações de forma clara nas escrituras, Deus deixou provas cabais na natureza, de que Ele é o Criador. Através de estudos e pesquisas científicas, podemos perceber através de evidências as digitais de um Deus Criador”, completa.

IV Simpósio Criacionista “Diálogo da Origens”

Segundo o  responsável pela Educação Adventista para toda Bahia e Sergipe, Luis Penteado, o sábado da criação tem como proposta evidenciar a identidade Criacionista da Rede Adventista de Educação assim como oferecer conteúdo Criacionista de qualidade à comunidade.

Diante das visões adversas sobre a origem do mundo apresentadas em ambiente escolar e universitário, a Criacionista não é abordada e, quando acontece, se apresenta de forma discreta. Para tanto, a Rede Adventista de Ensino busca por meio de simpósios e fóruns como esse apresentar e consolidar a sua cosmovisão Criacionista. “Fornecemos evidências que possam informar, ensinar e munir nossa instituição com argumentos sólidos e embasados”, destaca.

“A Criação Especial, assim como qualquer teoria a respeito das origens, não pode ser comprovada por meio do método científico. Sendo assim, as evidências científicas que fundamentam esta teoria devem ser discutidas, divulgadas e defendidas a fim de que outras teorias, sobretudo a da Evolução, não sejam deputadas como verdades científicas, como o foram por muitas décadas, enquanto a comunidade religiosa se esquivou deste debate ou defendeu seus pontos de vista com argumentos  fracos ou mal fundamentados”, enfoca.

Criacionismo e a genética

O professor doutor Wellington Silva, cientista biológico e mediador do simpósio, diz que ao se observar um simples microrganismo através do microscópio ou uma simples célula, é possível perceber  uma complexidade extraordinária que dificilmente poderia ter vindo à existência pelo acaso. Até mesmo as mutações aleatórias e a seleção natural não seria capaz de originar tamanha complexidade como afirmam os evolucionistas.

“Em uma única célula humana por exemplo nós encontramos milhares de proteínas que trabalham de maneira harmônica e que são codificadas pela informação contida na molécula de DNA, a molécula da vida. Por isso eu acredito que há um propósito, uma intencionalidade e um planejamento por trás de tudo isso e não apenas no nível molecular e celular, mas em todos os níveis de organização dos seres vivos. E como cristão eu acredito que Deus trouxe a existência toda esta complexidade e beleza”, contribui.

Segundo o professor Wellington, para todo biólogo criacionista existem algumas evidências que apontam para existência de planejamento. São elas: A existência de interdependência entre as moléculas que são responsáveis pelo metabolismo celular. “A informação complexa e especificada presente na molécula de DNA para originar um organismo apontam para a existência de um Designer divino”, completa.

Necessidade de conhecer a diversas cosmovisões

Uma das palestras ficou a cargo do professor doutor Matusalém Alves, que trouxe elucidação dos ensinamentos de Sumé e a Tradução Itacoatiara no Contexto da Pedra do Ingá e do Dilúvio Bíblico. Focando na tradição nordeste, agreste, Itacoatiara, cosmogônica e tradução geométrica.

Ele se utilizou de uma abordagem arqueológica baseada na arte rupestre, feita em pedras por gravuras, esculturas e pinturas em baixo relevo pelos índios Cariris. Para ele é imprescindível estudarmos a arqueologia para compreensão da origem, visto que é a cultura material deixada pelo homem ao longo da história. Ela consegue comprovar informações importantes que estão narradas e apresentadas na bíblia e que não estão contidas nos livros convencionais.

Por meio desses sítios arqueológicos e suas histórias pintadas, desenhadas e esculpidas é possível visualizar indícios de um povo mais primitivo que já acreditava na adoração de um único Deus. Apresenta uma grande catástrofe acometendo a terra, assim como a construção de uma grande embarcação.

O professor Matusalém, afirma ainda que as universidades mostram apenas a visão que foi elaborada a partir do evolucionismo no século XIX, onde as ideias de Charles Darwin começaram a prevalecer e aos poucos foram alcançando e se tornando hegemônica. Em contra partida, há um avanço significativo quanto as questões pertinentes a arqueologia bíblica e de verificar a possibilidade de ver outras cosmovisões que não sejam apenas evolucionistas.

Quanto a importância de conhecer outras teorias e cosmovisões, Matusalém declara:

“Quando não permitimos que as pessoas analisem as diversas teorias e as diversas cosmovisões, nós deixamos de permitir que as pessoas, discutam, critiquem e a cima de tudo façam uma comparação para compreensão da existência e origem do homem”, reforça.

Na arqueologia, foi possível fazer um apanhado de histórias dos mais diversos povos que nunca tiveram contato com a bíblia, mas narram de forma veemente a existência do homem a partir de uma criação Superior e de um dilúvio.

“Essas evidencias arqueológicas, antropológicas e históricas que ligam ao passado e que convergem para aquilo que é ensinado na bíblia nos leva a crer que em algum tempo ou momento da história os fatos realmente aconteceram. Onde cada povo de acordo com sua cosmovisão e cultura narraram esses eventos”, conclui.

“O Gênesis e a literatura do antigo Egito”

O Simpósio finalizou com a participação também marcante do arqueólogo, professor e doutor Rodrigo Silva que ministrou uma palestra sobre “O Gênesis e a literatura do antigo Egito”. Na ocasião, ele apresenta o estudo criacionista sobe a visão literária da bíblia, dos artefatos que confirmam a historicidade da bíblia e na tradição bíblica sobre Adão.

Em sua abordagem, o doutor Rodrigo Silva, apresentou a visão distorcida que teóricos da mais alta crítica possuem. Eles trabalham com a hipótese de que a bíblia é um plágio. Isso se deve porque muitas passagens do Gênesis têm algumas veros semelhanças com mitos sumérios e, com a literatura egípcia. Pra eles, se há semelhança, há plágio.

Rodrigo refuta essa opinião afirmando que a bíblia não é um plágio. Mostra que se ambos escritos apontam para uma origem comum é porque beberam de uma mesma fonte. Ainda que seja de modo diferente, cada uma ao seu modo, houve uma replicação dos mesmos conceitos.

“Partindo do pressuposto que Adão e Eva existiram e que todas as nações são seus descendentes, não me surpreendo de encontrar uma história semelhante na cabeça no começo nas mais diferentes civilizações ao redor do mundo”, menciona.

Como exemplificação dessa abordagem, o doutor Rodrigo Silva projetou na tela duas notas de três dólares com algumas imagens diferentes. Em uma das notas, uma figura de um carro e na outra o rosto de uma mulher.  Perguntou se eram verdadeiras ou falsas. Muito creram que sim. Ele disse que não é falsa porque não existe uma nota de três dólares.

“Você pode fabricar uma nota de três dólares. Ela não terá valor, mas isso não indica que ela seja falsa. Em termos filosóficos, para algo ser falso, imediatamente é preciso falsificar o verdadeiro”, explica.

 

 

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